Terremoto na Venezuela mata 17 espanhóis e deixa mais de 150 desaparecidos

Terremoto na Venezuela mata 17 espanhóis e deixa mais de 150 desaparecidos

Madri aciona a UME e abre canal consular de emergência; brasileiros com dupla cidadania ou parentes no país devem acionar o Ministério de Exteriores

MADRI – Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela em 24 de junho de 2026 e provocaram uma das piores catástrofes sísmicas da história recente do país. O governo espanhol confirmou até o momento 17 cidadãos espanhóis mortos e mais de 150 desaparecidos em meio a um balanço total que já ultrapassa 1.430 vítimas fatais em todo o território venezuelano.

Para os brasileiros com dupla cidadania espanhola ou com familiares de nacionalidade espanhola residentes na Venezuela, o canal oficial de contato com o governo da Espanha é o Ministério de Assuntos Exteriores, cujas informações de emergência consular estão disponíveis em exteriores.gob.es. O editor recomenda verificar o número de telefone ativo diretamente no site antes de qualquer contato, pois linhas dedicadas a crises costumam ser criadas com numeração temporária.

O que aconteceu

Os dois sismos, registrados com intervalo de horas, atingiram regiões populosas da Venezuela com intensidade rara. Uma magnitude de 7,5, superior, por exemplo, ao terremoto que destruiu o Haiti em 2010, que foi de 7,0, representa energia sísmica significativamente maior e capacidade de colapso estrutural em larga escala. Prédios residenciais, hotéis e infraestrutura de comunicação foram afetados em múltiplas cidades.

O número de desaparecidos espanhóis, superior a 150, reflete tanto a dificuldade de comunicação nas áreas afetadas quanto a presença expressiva da comunidade espanhola na Venezuela, estimada em cerca de 200 mil pessoas, segundo dados do próprio Ministério de Exteriores, muitos deles com duplo vínculo familiar com o Brasil.

O que a Espanha está fazendo

O governo de Pedro Sánchez acionou a UME — Unidad Militar de Emergencias, corpo especializado das Forças Armadas espanholas criado para atuar em desastres naturais e humanitários. A UME já opera no terreno, com equipes de busca e resgate trabalhando na remoção de escombros e na localização de sobreviventes.

A unidade é equipada com cães farejadores, sensores sísmicos de localização de vítimas e equipes médicas avançadas. Sua atuação é coordenada com autoridades venezuelanas e organismos internacionais presentes na região.

Paralelamente, as embaixadas e consulados espanhóis na Venezuela estão em regime de emergência, com atendimento prioritário para casos de desaparecimento e identificação de vítimas. O Ministério de Exteriores mantém uma seção específica para españoles en el exterior em seu site oficial, onde familiares podem registrar dados de pessoas desaparecidas e acompanhar atualizações oficiais.

O que fazer se você tem parentes na Venezuela

Para brasileiros com dupla cidadania espanhola ou com familiares de nacionalidade espanhola que estavam na Venezuela no momento dos terremotos, o caminho recomendado é:

1. Acessar exteriores.gob.es e localizar a seção de emergências consulares para obter o canal de contato ativo no momento da crise — números dedicados frequentemente são criados após grandes desastres.
2. Contatar diretamente o consulado espanhol mais próximo da sua cidade no Brasil, que pode intermediar buscas por cidadãos espanhóis desaparecidos no exterior.
3. Registrar os dados da pessoa desaparecida nas plataformas do Ministério para que as equipes consulares possam cruzar informações com as listas de vítimas e hospitalizados.

Quem possui apenas nacionalidade brasileira e tem parentes brasileiros na Venezuela deve acionar o Itamaraty, por meio do portal gov.br/mre ou do telefone de emergências consulares do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Espanhóis na Venezuela

A comunidade espanhola na Venezuela é uma das maiores fora da Europa, formada por décadas de imigração, especialmente do período pós-Guerra Civil Espanhola e das décadas de 1950 e 1960, e por gerações subsequentes que mantiveram a cidadania. Muitas famílias têm ramificações no Brasil, particularmente em São Paulo e no Sul do país, onde a imigração ibérica também foi intensa.

Esse histórico explica por que o impacto dos terremotos na Venezuela mobiliza não apenas a Espanha, mas também parte da diáspora brasileira de origem hispânica.

Próximos passos

O balanço de mortos e desaparecidos deve ser atualizado nas próximas horas à medida que as equipes de resgate avançam sobre os escombros. A UME opera em janela crítica: as primeiras 72 horas após um terremoto são o período de maior probabilidade de encontrar sobreviventes.

O Ministério de Exteriores espanhol deve convocar uma coletiva de imprensa ainda nesta semana para atualizar os números oficiais e detalhar as medidas de apoio às famílias das vítimas. O Espanha Conecta acompanha o desdobramento e publicará atualizações à medida que os dados oficiais forem confirmados.


Os dados deste artigo — 17 mortos espanhóis, 150+ desaparecidos e 1.430 vítimas totais, têm como fonte o Ministerio de Asuntos Exteriores e o portal Telecinco (27/06/2026). Leitores devem consultar canais oficiais para informações atualizadas, pois os números estão em constante revisão.

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